Quando as manhãs, as tardes,
e as noites escondiam,
desesperados esperámos,
não chegavas,
e de ti nada sabíamos...
Foram tão longas as noites
do tamanho dos dias,
que nos esquecemos do sol
na esperança que vinhas.
Foi por ti que chamámos,
e de luto, lutando, morreríamos.
Foi por ti que gritaram,
aos que antes da morte
a morte pediram...
E depois de tanto tempo,
em que o tempo silenciado
e o desânimo quase vencia,
tu vieste de novo,
com mais idade,
aos olhos do dia.
Nossos olhos abertos
quase cegos ficaram,
quando as portas cerradas
e os cimentos caíram...
Era tarde e tardaste
quando finalmente chegaste
na mais linda primavera
que me recordo que vira...
É por ti que de felicidade
te chamo sem ira...
LIBERDADE!
by:Rogério Martins Simões

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